quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A Grande História de Alexandre - Parte III


Os confins do Mundo

                “O rei prosseguiu sua viagem no meio do deserto...” assim inicia-se a ultima parte da história do grande Alexandre, ele viaja em busca do Egito junto com todo seu exercito e seu grande amor Barsine.
                Por fim chega a Jerusalém e fica admirado com a cidade é informado que é a capital do reino sem rei, é o reino dos judeus e é abençoado por um grupo o que deixa o grande rei indagado.
                Ainda em busca de Dario, Eumolpo de Sôli, informante de Alexandre, recebe uma mensagem e leva até o acampamento militar a mesma dizia que um aliado de Dario estava disposto a ajudar Alexandre no campo de batalha desde que fosse firmado como governador da Babilônia, mal sabia Alexandre que ele seria no futuro o responsável pela morte de seu grande amor o qual esperava um filho seu.
                A mãe de Dario (rainha Sisigambis) acompanhava a comitiva de Alexandre e era com ela que ele dialogava sempre de forma clara e serena quanto aos seus objetivos de conquistas tal como na conversa a qual revela que está próximo ao seu filho e que desse conflito só poderá sair um vivo. Conflito que não aconteceu, pois Dario foi traído e morto pelos seus próprios companheiros. Durante essa conversa a rainha disse a ele “ – De qualquer maneira, para mim será um dia funesto. Seja qual for o rumo que as coisas tomarem, seja qual for o resultado do combate. Se venceres, eu terei perdido o meu filho e a minha pátria. Se fores derrotado ou morto, terei perdido uma pessoa que aprendi a amar. Trataste-me com a mesma afeição de um filho e respeitaste todas as pessoas da minha família como nenhum vencedor jamais teria feito. Tu também, meu rapaz, conquistaste para ti um lugar no meu coração.”pag 431. Esse era Alexandre um comandante forte porém respeitoso e que sabia exatamente como transformar inimigos em amigos. A  perseguição a Dario continua, porém esse é destituído e feito prisioneiro por Besso e por sátrapas (governadores) de algumas províncias e mais tarde morto por eles, quando iria completar 50 anos.
                Por fim a Ásia é conquistada e convoca seus homens a segui-lo até os confins do mundo e vão descansar na Babilônia. A cidade o recebe com festa e seus lindos jardins suspensos. “ A lenda dizia que uma jovem rainha elamita, que viera se casar com Nabucodonosor, definhava lembrando com saudade as densas florestas das suas montanhas. O rei mandara então erguer uma montanha artificial coberta por umbrosas árvores entre as quais cresciam as mais lindas flores. E foi assim que os arquitetos construíram plataformas sobrepostas, e de tamanho cada vez menor à medida que chegavam mais alto.” Pag 448-449. Alexandre lembra-se de seu mestre Leônidas (morto em combate quanto tentava fazer uma embaixada a seus inimigos) quando esse lhe falava sobre a torre de Babel “...uma montanha de pedra e de asfalto com altura de noventa metros e da mesma largura na base cuja construção haviam trabalhado todos os povos da Terra.” Pag 449. E também de Etemenanke  (a torre que alcança o céu...) que fora destruída pelos Persas na época do rei Xerxes.
                A corte de Dario que fora deixada para trás por Besso havia a princesa Estatira. Alexandre não perdeu tempo e casou-se com ela fazendo-se assim rei persa pela força e pela legitimidade, pois havia se casado com a filha do grande rei Dario. “ O casamento foi oficiado segundo o rito macedônio: o esposo cortava o pão com a espada e dava um pedaço à esposa que o comia dividindo-o com ele; um ritual simples e sugestivo que impressionou agradavelmente Estatira.” Pag 491. No entanto ele só poderia ser reconhecido com rei persa se eliminasse Besso (assassino do rei Dario, o qual tinha se proclamado Grande Rei com o nome de Artaxerxes IV). Isso não demorou a ocorre e com isso Alexandre se tornou faraó do Egito, rei dos babilônios e Grande Rei dos Persas.
                Sem entender as decisões de seu rei os soldados macedônios questionam o alistamento de trinta mil soldados persas os quais são treinados segundo as técnicas macedônias.
                Heféstion era o principal e mais querido amigo de Alexandre ( na infância, eles tinham trocados dentes como símbolos de uma eterna amizade, tais dentes ficavam no pescoço de cada um.) E a ele coube o seguinte questionamento ao amigo “ ...os homens precisam saber quando esta guerra vai acabar. Precisam saber qual é a nossa meta e quanto tempo vamos levar para alcança-la. Precisamos reconhecer-te, Alexandre, saber que continuas sendo o seu rei. Estão dispostos a seguir-te, mas já não aguentam viver numa contínua insegurança.” Pag 499. Outro amigo que intercedeu pelos soldados foi Leonato “ – Os homens receiam que queiras te tornar igual ao Grande Rei, que queiras força-los a se comportarem como persas...” pag 500. Isso prova que as idéias de Alexandre não eram compreendidas pelos seus amigos e soldados. Todas essas dúvidas fizeram que uma trama para substituir o rei fosse arquitetada e nela estava envolvido Filotas (comandante e filho de um grande general do pai de Alexandre e também seu amigo), além de seu primo Amintas o qual combatia ao seu lado. Descoberta a traição todos foram condenados a morte pelo conselho militar “ A votação será individual para cada um dos réus. Quem não concordar com o veredicto deitará ao chão a própria espada e então todos darão dez passos para trás para que as armas possam ser contadas.” Pág 519.
                Na solidão de todo governante Alexandre explica aquilo que toda pessoa que lidera algo em algum momento tem que fazer “ Sou o rei e nada nem ninguém pode me ajudar: estou completamente só quando tenho de tomar decisões terríveis. O único consolo para a angústia é amizade...”pag 522.
                Ajudado por uma estranha figura a qual o acompanha nas expedições ele é levado a experimentar a hipnose e a regressão “ Alexandre deitou-se de costa no tapete de neve estremecendo naquele contato gelado e viu que Aristandro se ajoelhava ao seu lado balançando-se devagar para a frente e para trás, e começava a cantar uma estranha ladainha cadenciada, marcada por curtos gritos numa língua bárbara incompreensível. À medida que aquela cantiga subia ao céus gélido e distante, o seu corpo mergulhava na neve até ficar quase submerso.” Pag 528
                Prossegui as conquistas e festejos das vitórias, em uma delas Alexandre e seus companheiros embriagaram-se e em uma discussão com Negro (um de seus melhores comandantes que também servirá a seu pai) aconteceu o pior a marte daquele que era um dos pontos forte de seus exércitos e provocou uma frase Calístenes (sobrinho de Aristóteles que acompanhava Alexandre) “ – Quem comete um crime embriagado é duplamente culpado: porque se embriagou e porque cometeu um crime.” Pag 563
                Durante um dos seus combates Alexandre foi desafiado para invadir uma fortificação a qual ficava próxima a uma montanha e o comandante Oxiarte disse que só se renderia se os soldados de seu inimigo tivessem asas. O rei encontrou a solução distribuindo uma grande quantia para o soldado que a escalasse, o sucesso foi total e do alto da montanha Alexandre mostrou seus guerreiros alados. “... o dinheiro pode dar asas aos homens.” Pag 565
                No alto dos seus trinta anos e falou a Ptolomeu ( o qual escreveu suas memórias)  que mudaria o mundo.
                Outra trama de traição cerca mais uma vez Alexandre agora levada pelas palavras de Calístenes que falava aos pajens sobre democracia, o que o leva a envenena-se.
                A desconfiança por parte de seus comandados persistia “...Alexandre parecia ter esquecido os seus ensinamentos: colocara os bárbaros no mesmo plano dos gregos, vestia-se como um déspota persa, exigia a prosternação e respaldava as mentiras sobre a sua origem divina que a mãe Olímpia tão sabidamente soubera espalhar.” Pag 577
                Calístenes fazia um resumo de toda a expedição e com sua morte essa ficou inacabada porém Ptolomeu foi encarregado a continua o relato e relatou um fato triste diante de uma vitória a morte de Bucéfalo (Cavalo domado por Alexandre quando ainda era um adolescente). Combateu e morreu lutando contra elefantes. “Mandou construir para ele um túmulo de pedra e fundou uma cidade em sua homenagem, chamando-a de Alexandria Bucéfala, uma honra que nenhum cavalo jamais tivera, nem mesmo os mais famosos vencedores das corridas de Olímpia.” Pag 584
                Aparece na vida do rei um figura diferenciada, era um indiano que aparecia em seus sonhos e o fez recorda do filosofo Demócrito sobre a seguinte frase “ ...tudo se dissolve e tudo se reconstitui de outra forma. Até a mente” pag 588 esse homem um dia salvou o rei da morte seu nome era Kalanos. Interrogado por Alexandre ele respondeu “Quando o homem consegue remontar às origens da sua alma e da sua natureza, pode entender se se fazer entender pela humanidade inteira.” e continua “ A paz do mundo é um bem supremo, e nenhum bem supremo pode ser alcançado sem primeiro passarmos pela espada e pelo fogo.” Pag 597
                Nova baixa no grupo de Alexandre outro elemento de sua mais alta estima, seu cão Périta, morto durante uma batalha onde salvou a vida de seu dono, pois Alexandre encontrava-se ferido e só não foi morto graça a valentia e coragem de seu animal.
                A vida segue e após unir-se novamente com seus irmãos macedônios publica um decreto o qual institui a aposentadoria e a pensão vitalícia para os militares “Decreta também que continuem recebendo o salário pelo resto da vida e que os órfãos recebam o salário dos país caídos em batalha até completarem vinte anos de idade.” Pag 632
                A história tem seu fim com a morte de seu protagonista, abatido por um problema aparentemente intestinal, seu império foi divido entre seus amigos e brigaram entre si e sua família foi toda morta não ficando herdeiros.     

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