terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A Grande História de Alexandre - Parte II

As areias de Amon

       Em busca do seu sonho Alexandre continou a avançar sobre a Ásia. 
       Chegou na cidade de Atenas onde conheceu uma jovem, Dáunia (escrava sagrada) e teve um breve caso deixando-a apaixonada. Ele se apresentou como o rei dos macedônios e descendente direto de Pirro por parte de mãe e herdeiro de Aquiles. 
       Suas tropas não sabiam quais eram suas intensões e o seu general mais antigo (Parmênio) perguntou a este quais eram suas intenções para o futuro. Alexandre respondeu - Penetrar no interior, dentro do território diretamente controlado pelos persas. Porém foi alertado por seu general que Mêmnon de Rodes (comandante  persar) seria um grande adversário. O pensamento do comando de Alexandre não estava errado Mêmnon era um homem perto dos quarenta anos tinha têmporas grisalhas, braços musculosos e uma barba extremamente bem cuidada, modelada à navalha, que o fazia parecer um dos personagens representandos pelos artistas gregos nos baixo-relevos u na decoração dos seus vasos. Porém os persas eram numeriacamente inferiores e não teriam como combater de imediato o rei macedônio. O comandante persa achava seu adversário um jovem bonito, impulsivo e passional, que diante do perigo se torna frio como gelo, capaz de avaliar com total destanciamento as situações mais delicadas e complexas. Achava que Alexandre já era uma lenda e que lutar contra um mito é ruim.
         A batalha que marcou o confronto entre esses dois grandes comandantes foi a batalha de Granico (A Batalha de Grânico em maio de 334 a.C. foi a primeira grande vitória de Alexandre III da Macedónia contra o Império Persa). Alexandre vence Mêmnon, porém esse escapa da morte e ira novamente ficar frente a frente em outro momento.
         Surge então uma figura na vida de Alexandre uma mulher de rara beleza e elegância, porém casada, com aquele que mais respeitava como adversário Mêmnon. Após a morte de seu esposo Barsine acompanha Alexandre em sua jornada, não como amante, mas como convidada.
        Durante suas batalhas era comum o uso da aríete instrumento usado para abrir brechas nas grandes muralhas que protegiam as cidades.





         Um fato curioso nessa jornada foi o rei ter encontrado uma nova mãe a rainha Cária que o adotou e o nomeou como herdeiro de todos os seus bens.
         A Alexandre relata seu objetivo "- Vim para construir o maior império que já se viu na Terra. E não me deterei até chegar às ondas do extremo Oceano."
          Além de coragem o rei era dono de grande sabedoria ao tentar converser o comandante persar a vir para seu lado disse a ele " - Nunca haverá paz enquanto houver fronteiras e entraves, linguas e costumes diferentes, crenças e divindades incompatíveis."
          Os persas prepararam uma cilada para Alexandre tentando ataca-lo por trás, por sua vez ele resolve bater de frente com o exército persa comandado pelo prório Dario. Ao final da batalha vitória dos macedônios " - Sinto orgulho de vós homens! Derrotastes o mais poderoso exército do mundo. Nenhum grego ou macedônio jamais conquistou, até agora, um território tão vasto! Sois os melhores, sois invencíveis: não existe em lugar algum uma força capaz de vos deter!".
          Por fim a chegada ao Egito e o rei vai até o templo do deus Zeus Amon e incumbe a Dinócrates que contrua Alexandria, a qual teve como projeto o formato de um manto macedônio. Ainda faltava algo, saber se ele era realmente uma divindade e isso foi confirmado dentro do templo quando uma voz falou para ele "...o teu pai não é mortal. Teu pai é Zeus Amon!" 

      


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